Presidente da Câmara de Varginha renuncia e vereadores abrem investigação sobre quebra de decoro em caso de atropelamento

Câmara de Varginha aceita denúncia contra o presidente da Casa após atropelamento A Câmara Municipal de Varginha (MG) abriu uma comissão processante para i...

Presidente da Câmara de Varginha renuncia e vereadores abrem investigação sobre quebra de decoro em caso de atropelamento
Presidente da Câmara de Varginha renuncia e vereadores abrem investigação sobre quebra de decoro em caso de atropelamento (Foto: Reprodução)

Câmara de Varginha aceita denúncia contra o presidente da Casa após atropelamento A Câmara Municipal de Varginha (MG) abriu uma comissão processante para investigar a conduta do vereador Marco Antônio de Souza, o Marquinho da Cooperativa (Mobiliza), após denúncia de quebra de decoro parlamentar. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram O vereador é suspeito de ter atropelado um jovem de 19 anos, na madrugada do Réveillon, dirigir embriagado e não ter prestado socorro. A denúncia, protocolada pela vítima do atropelamento, Luiz Felipe Lisboa, na segunda-feira (5) e, em sessão extraordinária realizada na quinta-feira (8), em meio ao recesso parlamentar, foi aceita por unanimidade pelos 12 vereadores votantes. Durante a sessão, foram definidos os três vereadores que irão compor a CP: Presidente - David Martins (PL) Relatora - Zilda Silva (PP) Integrante - Miguel da Saúde (PSD) De acordo com o regimento interno da Câmara, o vereador investigado será notificado oficialmente em até 48 horas e tem até 5 dias para apresentar a primeira defesa. A comissão tem até 90 dias para produzir um relatório com uma indicação sobre uma decisão da Câmara para o caso. Se houver punição, ela pode variar de advertência e suspensão até a cassação do mandato. O relatório deve ser votado em plenário. O vereador Marquinho não quis dar entrevista à imprensa. Vereador renuncia à presidência Vereador Marco Antônio de Souza, o Marquinho da Cooperativa (Mobiliza), renuncia à presidência da Câmara de Varginha Reprodução EPTV Durante a sessão, o vereador Marquinho renunciou ao cargo de presidente da Câmara. “Eu conversei com alguns vereadores, parceiros, amigos e chegamos a uma conclusão que seria melhor eu renunciar. Em consideração ao grupo, meu grupo, vou fazer a renúncia da presidência e vou continuar o meu trabalho como vereador”, disse. O vereador Alexandre Prado (Avante) irá assumir a cadeira da presidência no lugar de Marquinho. Acordo Luiz Felipe da Silva Lisboa, de 19 anos, atropelado pelo presidente da Câmara de Varginha, Marco Antônio de Souza, o Marquinho da Cooperativa, entra com pedido de cassação do mandato do vereador Reprodução EPTV Antes da leitura da denúncia, o vereador também comunicou que fez um acordo de indenização cível de R$ 90 mil com a vítima por danos morais, estéticos, lucros cessantes, entre outros. A informação foi confirmada pelo advogado da vítima que informou que, como a Justiça está de recesso, o acordo ainda não foi homologado, mas já está submetido ao crivo judicial. LEIA TAMBÉM: Presidente da Câmara de Varginha é preso por suspeita de atropelar jovem e fugir sem prestar socorro Família de jovem atropelado pelo presidente da Câmara de Varginha pede cassação do vereador Vídeo mostra presidente da Câmara de Varginha recusando fazer teste do bafômetro Atropelamento Presidente da Câmara de Varginha é preso por suspeita de atropelar jovem e fugir sem prestar socorro EPTV/Reprodução Luiz Felipe Lisboa, de 19 anos, foi atingido pelas costas quando voltava com a namorada e um amigo da festa da virada do ano no Centro de Eventos Mauro Brito na madrugada de quinta-feira (1º). O atropelamento foi em um trecho da Avenida Celina Ferreira Tony. Após informações sobre o veículo envolvido no acidente, a Polícia Militar chegou até o vereador Marquinho, que estava em uma área de chácaras. Minutos antes do acidente, uma câmera de segurança flagrou a sua caminhonete batendo em um contêiner em uma rua no bairro Sion, próximo ao local do atropelamento. O vereador foi preso em flagrante e encaminhado ao presídio de Varginha. Ele foi solto no dia seguinte, após passar por audiência de custódia, mediante pagamento de fiança de R$ 10 mil e cumprimento de medidas cautelares. Em entrevista na segunda-feira, Marquinho disse que não parou para prestar socorro porque não percebeu que havia atropelado o jovem. "Eu não vi o atropelamento. Tinha muita gente, o local é escuro, o prefeito precisa iluminar aquele local e tinha várias pessoas. Não fugi de lugar nenhum, fui embora para minha casa. Se eu fugisse, eu não ia para minha casa. Eu cheguei em casa, a polícia chegou e falou que eu tinha atropelado uma pessoa. Não senti impacto, porque ali tem vários redutores de velocidade. Então passei normal, fui para minha casa normal, sem fugir", alegou. Ele reconheceu que bateu em um contêiner antes do atropelamento. "Eu bati sim, eu estava olhando o celular, no contêiner eu bati", disse. Mas na sessão extraordinária da Câmara, na quinta-feira, o vereador deu outra versão para não ter parado e disse que teve medo de represálias. "Se eu parasse ali, minha vida estaria em risco. De repente, morto hoje estaria eu", disse. Polícia Militar divulga vídeo da abordagem feita ao vereador Marquinho da Cooperativa Um vídeo da Polícia Militar mostra Marquinho se recusando a soprar no bafômetro (veja acima) . As imagens, citadas no boletim de ocorrência e encaminhadas à perícia, foram gravadas pelos policiais militares que fizeram a prisão do vereador em sua casa, antes que ele fosse conduzido ao pronto-socorro e à delegacia. "Diante do estado aparente de embriaguez alcoólica, foi produzido um registro audiovisual, no qual o autor foi entrevistado", justifica a corporação no B.O. Durante o diálogo com o policial, o vereador disse que estava em um local chamado "Arca de Noé", onde ocorria uma festa de Réveillon, e que havia discutido com a esposa. O PM perguntou se ele havia consumido bebida alcoólica e Marquinho negou, dizendo que não bebia há 33 anos por ser evangélico. Durante a gravação, o policial ressalta que está sentindo um hálito etílico do vereador e perguntou se ele sopraria no etilômetro, o que foi recusado por Marquinho. "Se o juiz falar para mim que eu devo soprar eu vou sim. Mas, do contrário, não", disse. O vereador disse depois que no momento da gravação do vídeo, ele estava com sono e havia tomado um remédio para controlar a pressão que estava alta. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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