Polícia Civil indicia companheiro de vítima por feminicídio e ocultação de cadáver em Varginha, MG

Polícia Civil indicia companheiro de vítima por feminicídio e ocultação de cadáver A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou Sílvio Gomes Pereira, de 45 ...

Polícia Civil indicia companheiro de vítima por feminicídio e ocultação de cadáver em Varginha, MG
Polícia Civil indicia companheiro de vítima por feminicídio e ocultação de cadáver em Varginha, MG (Foto: Reprodução)

Polícia Civil indicia companheiro de vítima por feminicídio e ocultação de cadáver A Polícia Civil de Minas Gerais indiciou Sílvio Gomes Pereira, de 45 anos, pelos crimes de feminicídio e ocultação de cadáver. Ele é suspeito de matar a companheira, Kênia Vazi Angélico, de 36 anos, em janeiro deste ano, em Varginha (MG). 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram A família de Kênia ainda vive o luto. A irmã da vítima, Ana Maria Vazi Angélico, falou sobre a saudade deixada pela perda. “Sinto saudade da minha irmã todo dia, da barulhada, do rádio ligado, de tudo. Da minha roupa que não some mais. Das minhas coisas que ela pegava e eu queria que ela tivesse aqui pegando ainda”, disse a irmã da vítima. As investigações conduzidas pela Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) apontaram dois fortes indícios da participação de Sílvio no crime. Um deles é o fato de o suspeito ter sido visto com frequência próximo ao local onde o corpo foi encontrado, uma área cercada por plantação de bananas. O outro é um calçado localizado próximo ao corpo, que teria sido reconhecido como sendo dele. Corpo de mulher desaparecida é encontrado em área de mata no bairro Monte Castelo, em Varginha Reprodução EPTV A delegada responsável pelo caso, Geny Rodrigues Azevedo, detalhou os elementos reunidos durante o inquérito. “O local onde o corpo foi encontrado, ele é permeado por bananeiras. Inclusive, tinha folhas de bananeiro encobertando todo o corpo da vítima. E o autor foi visto várias vezes carregando, quando saía desse local, pencas de banana e bananas verdes, bananas que nem estavam granadas ainda. Ele ofereceu essas bananas para algumas pessoas. Pessoas reconheceram o chinelo como sendo dele”, disse. Kênia desapareceu no dia 18 de janeiro. Familiares, amigos e o próprio companheiro chegaram a participar das buscas pela cidade e região. No dia 26 de janeiro, o irmão da vítima encontrou o corpo em uma região de mata fechada e de difícil acesso, no bairro Monte Castelo. Sílvio era considerado foragido da Justiça e foi preso preventivamente no último domingo, na cidade de Barbacena, na região do Campo das Vertentes. Polícia Civil indicia companheiro de vítima por feminicídio e ocultação de cadáver A perícia concluiu que a causa da morte de Kênia foi asfixia provocada por estrangulamento. Com a conclusão do inquérito, o companheiro foi formalmente indiciado por feminicídio e ocultação de cadáver, crimes cujas penas, somadas, podem ultrapassar 40 anos de prisão. Segundo a Polícia Civil, mais de dez pessoas foram ouvidas durante as investigações. Apesar de não haver registros formais de ocorrências policiais, a apuração apontou que Kênia já havia sofrido violência doméstica ao longo do relacionamento. “Eles tinham um relacionamento conjugal já há algum tempo e era um relacionamento conflituoso permeado por violência doméstica, existiam agressões, segundo informações dos familiares com um relato dela de que ele já havia a enforcado em situações anteriores. Porém, nunca tinha procurado a delegacia da mulher, para pedir uma medida protetiva ou algo que pudesse alertar a polícia de que algo estivesse ocorrendo”, disse a delegada. Sílvio deve ser transferido nos próximos dias para Varginha, onde o processo tramita. A família da vítima agora aguarda a decisão da Justiça. “A família deseja que ele pague, porque foi ele mesmo. Não tinha dúvida, porque não é a primeira vez que ele tentou fazer isso. E agora ele conseguiu, né? Só que a justiça dos homens já está sendo feita, de Deus vai ser pior. Você vai ver, vai ser feita”, completou a irmã de Kênia. A reportagem tentou contato com a defesa do suspeito, mas foi informada que ele está sendo acompanhado pela Defensoria Pública, que não respondeu aos questionamentos até a última atualização desta matéria. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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