Piranhas são registradas no Rio Grande após aparecimentos no Lago de Furnas e preocupam pescadores em MG
Piranhas são registradas no Rio Grande após aparecimentos no Lago de Furnas Após o surgimento de piranhas no Lago de Furnas, a espécie passou a ser registra...
Piranhas são registradas no Rio Grande após aparecimentos no Lago de Furnas Após o surgimento de piranhas no Lago de Furnas, a espécie passou a ser registrada também no Rio Grande, o que tem preocupado pescadores e especialistas do Sul de Minas. Os primeiros registros ocorreram em cidades como Guapé, Carmo do Rio Claro e São José da Barra. Na última sexta-feira, um pescador de Passos encontrou uma piranha presa em uma rede durante uma pescaria no Rio Grande. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram O pescador Baltazar dos Reis Silva contou que foi mordido ao tentar retirar o animal da rede. “Eu tava pescando de quinta pra sexta e de manhã, fui tirar a rede e encontrei ela. Aí no momento que fui pegar, ela mordeu a minha. Aqui no Lago de Furnas, Rio Grande, não pode ter esse tipo de peixe. E tá tendo, pelo jeito vai ter muito peixe aí. Como peguei um, eu tenho outros, né? Então, é por diante. Mas acho que não vai ter como fazer mais nada para tirar esse peixe do rio. Isso aí vai cada vez popular mais, né? Vai aumentar a população”, relatou. Leia também: Piranhas são encontradas no Lago de Furnas e preocupam pescadores por risco de desequilíbrio ambiental Piranhas são registradas no Rio Grande após aparecimentos no Lago de Furnas e preocupam pescadores em MG Divino Daniel da Silva Com cerca de 20 a 25 anos de experiência na pesca, Baltazar afirmou que nunca havia capturado uma piranha na região do Rio Grande. “Só pesquei no Rio São Francisco, uns anos atrás. Quando sempre eu ia lá, na época da pesca aberta, aí eu peguei lá. Mas tem uns 20 anos, 25 anos que eu pesco. Mas nunca tinha pegado aqui no Rio Grande, não. Só lá. Lá tem muita, né? Então, aqui não esperava ter esse peixe. E agora surgiu”, disse. Diante dos registros, o presidente da Colônia dos Pescadores, João Batista Rodrigues, orientou pescadores, mergulhadores e frequentadores da região a ficarem atentos à presença da espécie e reforçou a importância da comunicação de novos casos. “Então a colônia passa a avisar para vocês que realmente quem gosta de pescar de murinete ou dar mergulho ou pesca profissional, que realmente estão pegando piranha. Então, é uma coisa que é perigosa. Então, a gente tem que ver o órgão responsável por isso, para ver o que pode estar fazendo, né? Para ver a quantidade, o perigo que engorra os locais para estar avisando, né? Ou com placa, ou com coisa, porque aqui no local tem piranha. Se tiver mais algum pescador com mais alguns relatos aí, avisar a colônia. Então, a gente está passando aqui para avisar para vocês que realmente estão pegando e isso é muito grave”, afirmou. O biólogo Michael Silveira Reis explicou que a piranha é uma espécie invasora na região e que sua presença pode afetar o equilíbrio ambiental local. “Muito boa tarde. É uma espécie invasora, na verdade. Não é endêmica daqui, não é típica daqui. Ela pode tirar toda a cadeia alimentar desse local, ou seja, predar todos os peixes que já existem nesse local, o lambari, o próprio mandi, a própria tilápia, e trazer grandes riscos para a própria população também. Porque as pessoas que vêm aqui, os banhistas que vêm nadar, vêm aqui se divertir na questão do lazer, isso pode trazer um grande transtorno ambiental, um desequilíbrio, e também podendo surgir ataques, no caso, nas pessoas”, explicou. Piranhas são registradas no Rio Grande após aparecimentos no Lago de Furnas e preocupam pescadores em MG Arquivo Pessoal / José Carlos Rodrigues Segundo o biólogo, há duas hipóteses para a presença das piranhas na região. A primeira seria a soltura intencional dos animais, situação que ele classificou como crime ambiental. A segunda seria a introdução por meio da água acumulada em embarcações vindas de locais onde a espécie ocorre naturalmente. “Eu acredito que de duas formas. Um crime ambiental, uma soltura desse animal. As pessoas às vezes soltam por querer achar que para o local, que tem espaço agradável para o local, mas acaba sendo um crime ambiental. Uma outra situação é uma introdução às vezes pela água de lastro, a água de barcos, que às vezes um barco que foi lá na Amazônia, ou que esteve em um local onde tem o peixe, a água acumula no barco, traz aquele animal acumulado no barco e o barco vai navegar, vai trafegar por aqui e acontece que essa água escoa nesse local e acaba soltando esses animais”, disse. Presença de piranhas no Rio Grande e no Lago de Furnas preocupa pescadores e ambientalista O especialista também destacou a importância do registro dos casos para que seja possível identificar as áreas onde a espécie está presente. “O registro é importante para que possa identificar os pontos onde essas piranhas estão. Porque se houver a necessidade de fazer uma captura, uma busca desses animais para retirada desse local, então nós sabemos os pontos onde eles estão localizados. Isso é de extrema importância para que possamos mapear todo o médio Rio Grande, onde essas piranhas estão se encontrando”, completou. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas