Entre tintas, poesias e cantorias: idosos escrevem novos capítulos em lar de Passos, MG

UEMG e Lar São Vicente de Paulo firmam parceria para apoiar idosos em Passos No Lar São Vicente de Paulo, em Passos (MG), os dias ganharam novas cores. Onde a...

Entre tintas, poesias e cantorias: idosos escrevem novos capítulos em lar de Passos, MG
Entre tintas, poesias e cantorias: idosos escrevem novos capítulos em lar de Passos, MG (Foto: Reprodução)

UEMG e Lar São Vicente de Paulo firmam parceria para apoiar idosos em Passos No Lar São Vicente de Paulo, em Passos (MG), os dias ganharam novas cores. Onde antes reinava a monotonia, agora ecoam risadas, versos, traços de tinta e melodias sertanejas. É ali que a Universidade Aberta para a Maturidade, projeto da UEMG, floresce como um sopro de vida para o público 60+. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram Duas vezes por semana, a sala simples se transforma em palco de memórias e esperanças. Maria Aparecida de Jesus, com sua cartela de bingo e o pincel na mão, coloca no papel um sonho que ainda guarda com carinho. "Eu sinto que um dia eu ainda vou ter uma casa e vou ter um coelho e vou ter um tanto de árvores", contou a aposentada. Entre tintas, poesias e cantorias: idosos escrevem novos capítulos em lar de Passos (MG) EPTV/Reprodução Zenaide Costa e Silva, apaixonada por notícias e poesia, desenha a televisão que não perde de vista, e aproveita para lembrar que também escreve versos, afinal, é poeta de si mesma. "Eu gosto de desenhar e gosto de escrever. Faço poesia também, eu sou poeta". Já o José Reis da Silva prefere os contornos de casas, reflexo da vida de corretor de imóveis que um dia exerceu. Entre desenhos, deixa escapar a voz firme que canta modas sertanejas, arrancando aplausos dos colegas e enchendo o lar de lembranças do sertão. Para os jovens voluntários, o aprendizado é tão profundo quanto o dos idosos. "É um privilégio, eu acho que é uma oportunidade muito grande estar aqui", conta Kezia Fernandes Vieira, estudante de medicina. "A nossa sociedade está envelhecendo, e existe um grande desafio que é inserir os idosos e resgatar a autonomia, o respeito com esses atores importantes. E aqui, lidando com eles no dia a dia, a gente entende quais são as necessidades e a importância de cada profissão", concluiu a voluntária. A criadora do projeto, Leila Maria Suhadolnik, sonhava justamente com isso: uma universidade sem muros, capaz de chegar até onde o conhecimento é mais urgente. "É um trabalho de extensão muito importante. É a universidade saindo do campo pedagógico e indo ao encontro das pessoas, da sociedade, e prestando esse trabalho que é muito valioso". Quase seis meses depois do início da parceria, os resultados são claros: idosos que antes recusavam convites agora aguardam ansiosos pela chegada das atividades. O lar deixou de ser apenas um abrigo para se tornar espaço de encontros, descobertas e sonhos revividos. VÍDEOS: veja tudo sobre o Sul de Minas Veja mais notícias da região no g1 sul de Minas

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