Comissão é criada para investigar denúncias de assédio e agressão em fábrica de multinacional chinesa em MG

Comissão é criada para investigar denúncias de assédio e agressão em fábrica Uma comissão foi criada para investigar as denúncias de assédio e agressã...

Comissão é criada para investigar denúncias de assédio e agressão em fábrica de multinacional chinesa em MG
Comissão é criada para investigar denúncias de assédio e agressão em fábrica de multinacional chinesa em MG (Foto: Reprodução)

Comissão é criada para investigar denúncias de assédio e agressão em fábrica Uma comissão foi criada para investigar as denúncias de assédio e agressão envolvendo trabalhadores na fábrica da Midea, multinacional chinesa instalada em Pouso Alegre (MG). A medida foi definida após uma reunião de urgência realizada nesta semana em Belo Horizonte com representantes do Ministério do Trabalho, da empresa e de entidades sindicais. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram O caso ganhou repercussão após a denúncia de que um funcionário teria sido agredido por um gestor com socos e golpes utilizando uma borracha de vedação de geladeira, peça produzida na própria fábrica. Segundo relatos apresentados às autoridades, a agressão teria ocorrido durante o expediente. Em entrevista à EPTV, afiliada à Tv Globo, Laércio Diego Maia, operador de máquinas que atua no setor, explicou que a peça citada na denúncia é fabricada em PVC e recebe posteriormente um ímã de ferro em sua estrutura. De acordo com ele, quando finalizada, a borracha pode pesar entre um quilo e um quilo e meio. Trabalhadores denunciam agressão física e param fábrica de multinacional chinesa em MG Reprodução EPTV Leia também: Produção é retomada em fábrica de multinacional chinesa após denúncia de agressão física em MG Trabalhadores denunciam agressão física e param fábrica de multinacional chinesa em MG A Midea informou que afastou o gestor suspeito das agressões. Segundo o superintendente regional do Trabalho em Minas Gerais, Carlos Calazans, o funcionário apontado como agressor, de nacionalidade chinesa, foi retirado imediatamente de suas funções enquanto o caso é apurado. Ainda conforme Calazans, o funcionário que denunciou as agressões terá proteção contra possíveis retaliações e não poderá ser prejudicado em razão da denúncia. "A vítima que foi agredida está preservada, inclusive, por emprego. Não vai acontecer com ela nenhuma retaliação, mas é uma situação grave que não pode se repetir nem na empresa Midea e nem em nenhuma outra empresa", afirma o superintendente. O órgão classificou a situação como grave e reforçou que nenhum trabalhador pode ser submetido a qualquer tipo de violência no ambiente profissional. Trabalhadores denunciam agressão física e param fábrica de multinacional chinesa em Pouso Alegre Reprodução EPTV Comissão acompanhará apuração A comissão criada para acompanhar o caso terá como objetivo investigar as denúncias, avaliar as condições de trabalho e propor medidas para melhorar o ambiente dentro da fábrica. A partir desta semana, estão previstas reuniões entre representantes da empresa, do sindicato e da Superintendência Regional do Trabalho. O presidente da Federação dos Metalúrgicos de Minas Gerais, Marco Antônio de Jesus, considerou positiva a reunião realizada com as autoridades. Ele afirma que vai acompanhar de perto a apuração dos fatos e defender que o trabalhador denunciante não sofra qualquer tipo de punição ou demissão em decorrência do caso. Segundo o representante sindical, além da investigação da agressão, outras questões relacionadas às condições de trabalho também serão discutidas nas próximas reuniões, com o objetivo de evitar novos episódios semelhantes. Em nota, a Midea reforçou que não tolera qualquer forma de violência em suas unidades e afirmou que está colaborando com as investigações conduzidas pelos órgãos competentes. Sindicato e empresa negociam melhorias no trabalho após denúncias em fábrica Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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