ANSN classifica planta-piloto de terras raras em MG como isenta de controle regulatório radiológico

ANSN classifica planta-piloto de terras raras em MG como isenta de controle regulatório A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) classificou o Centro...

ANSN classifica planta-piloto de terras raras em MG como isenta de controle regulatório radiológico
ANSN classifica planta-piloto de terras raras em MG como isenta de controle regulatório radiológico (Foto: Reprodução)

ANSN classifica planta-piloto de terras raras em MG como isenta de controle regulatório A Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN) classificou o Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR) da mineradora Viridis em Poços de Caldas (MG) como instalação isenta de controle regulatório radiológico. 📲 Siga a página do g1 Sul de Minas no Instagram “Essa classificação demonstra que os níveis que a gente tem de elementos radioativos, por exemplo, urânio e tório, entre outros, estão muito abaixo do controle regulatório. Isso minimiza bastante qualquer tipo de risco à população e ao meio ambiente”, afirmou a gerente de sustentabilidade da Viridis, Carla Brandão. A conclusão consta do Relatório de Fiscalização referente à visita técnica realizada em 17 de junho de 2026 no CPTR, instalado no Distrito Industrial de Poços de Caldas, inaugurado em maio deste ano e que reproduz em escala semi-industrial, o processamento de terras raras previsto para o futuro empreendimento da mineradora, previsto para iniciar em 2028. Centro de Pesquisa e Processamento de Terras Raras (CPTR), da Viridis, em Poços de Caldas (MG) Viridis/Divulgação A vistoria teve como objetivo obter informações e coletar amostras para a classificação da instalação, em atendimento à Norma ANSN 4.01 (Requisitos de Segurança e Proteção Radiológica para Instalações Mínero-Industriais). LEIA TAMBÉM: Mineradora inaugura centro de pesquisa e processamento de terras raras em MG Ibama alerta para impactos da extração de terras raras no Sul de MG e recomenda avaliação conjunta dos projetos 'É uma mina no quintal': terras raras a 300 m de casas dividem opinião de moradores no Sul de MG Técnicos da ANSN realizaram um levantamento radiométrico, mediram as taxas de exposição à radiação gama e coletaram amostras em seis pontos do processo, do minério bruto ao carbonato misto de terras raras, produto final do processamento na unidade. De acordo com a Viridis, o Relatório de Fiscalização, encaminhado à empresa em 31 de agosto, informa que todas as amostras analisadas apresentaram concentrações inferiores a 10 Bq/g e, quando considerados individualmente os radionuclídeos analisados, inferiores a 1 Bq/g. Com base nos resultados, a ANSN classificou o CPTR como instalação isenta de controle regulatório radiológico. O relatório também não registrou não conformidades. Os dados estão de acordo com medições anteriores feitas pela mineradora. “Nós fizemos um relatório em 2025, submetemos ele à autoridade nuclear e eles já haviam respondido que, de acordo com a concentração dos nossos dados, não seria necessária uma autorização de radioproteção. Isso significa que a competência pelo licenciamento ambiental permanece na Fundação Estadual de Meio Ambiente de Minas Gerais e, se fosse acima de 10 Bq/g, que é o valor limite para essa autorização, a competência seria do Ibama”, explicou a gerente. A classificação refere-se ao CPTR e às condições avaliadas durante a fiscalização. Nas etapas futuras do Projeto Colossus, a Viridis disse que seguirá os procedimentos de avaliação, acompanhamento e controle aplicáveis, em conformidade com a legislação e as determinações das autoridades competentes. “A empresa já propõe controles e monitoramentos desses dados ao longo de toda a operação do processo, independentemente dessa autorização específica da agência, para garantir e trazer transparência para a população de ausência de qualquer risco”, afirmou Carla. Veja mais notícias da região no g1 Sul de Minas

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